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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Empresa Inteligente

Mesmo que você nunca tenha parado para pensar nisso, sabe por instinto que grande parte das empresas se tornaram tão gananciosas que perderam o foco do negócio.

Basta uma volta pelos corredores de algumas empresas, e é possível notar a apatia, a falta de gentilezas simples, como um sorriso.

De onde tiraram essa ideia de que para ser competente é preciso ser sisudo? Ou de que se você está sorrindo, não está trabalhando?

Grande parte das empresas seguem padrões que foram criados na Revolução Industrial (1760, há 255 anos), mesmo aquelas que afirmam contar com altos padrões tecnológicos.

Elas ainda têm chefes ao invés de líderes! Estão presas a uma hierarquia de poder ultrapassada, onde um chefe tem uma mesa, cadeira e computador diferente dos demais colaboradores. E olha que bastava uma plaquinha na mesa com letras garrafais (óbvio): CHEFE.

De onde tiraram essa ideia de que a discriminação é produtiva? 

Não deu e continua não dando certo nas sociedades por onde essa ideia passa. Causa muito descontentamento, reclamações e protestos. Uma tremenda perda de tempo. E tempo é dinheiro!

Grande parte da força produtiva do país nasceu muito depois que a Ditadura tinha caído. É gente que sabe o que significa liberdade de expressão, e não engole muito essa ideia de “eu mando e você obedece”.

A geração de jovens trabalhadores é muito mais reticente ainda, são adeptos do “copia e cola”, ou seja, trabalho sem sentido e exploratório não é com eles.

Como todos sabemos uma empresa não existe sem as pessoas, ainda não conseguiram criar uma empresa onde o dono aperta alguns botões e ela saí produzindo sozinha.

Tempestades são vencidas com inteligência.

Portanto, as empresas que querem um lugar de destaque no mercado, terão, obrigatoriamente, que rever seus padrões e se adaptarem à realidade deste século.

Elas não podem mais empregar e promover mais homens do que mulheres. Alôôô!? Alguém precisa verificar os resultados do censo: a maioria dos chefes de família é formada por mulheres (elas tomam muito mais decisões que eles, se bem que elas já tomavam quando eram apenas donas de casa); elas estudam mais (há mais mulheres no ensino superior e mais homens analfabetos e semianalfabetos).

Não se trata de uma guerra dos sexos, apenas de uma constatação pura e simples, se há mais mulheres preparadas do que homens, por que se continua dando preferência aos homens? Será que as empresas não estão perdendo potencial e até dinheiro nisso? É algo em que se pensar.

Claro que vão dizer que existe a licença maternidade e tudo mais, mas para isso há as estatísticas, mulheres em posição de poder escolhem um momento mais tranquilo na carreira para se tornarem mães e têm menos filhos. Se a mulher for competente, não acho que seja uma aposta ruim.

Outra aposta da empresa inteligente é o diálogo. Trabalhei em uma empresa que valorizava muito o diálogo, o CEO se propôs uma meta de almoçar com todos os colaboradores (e eram 2000), uma vez por semana, eram convidados 5 colaboradores, e ele começou pelos níveis mais baixos. Ele queria saber o que os colaboradores pensavam e escolheu a forma mais pessoal para fazê-lo. E deu resultado, já nas primeiras três semanas as coisas começaram a melhorar. Ele foi direto na fonte, a famosa rádio peão das empresas.


Se o diálogo acontece assim, de forma direta e transparente, onde as críticas construtivas são ouvidas, o clima da empresa melhora. Sorrisos são distribuídos nos corredores, pequenas gentilezas no trabalho se tornam constantes, e o trabalho em equipe floresce. O tal trabalho em equipe que alguém me disse tratar-se de um conceito. Já está se tornando lenda, nas empresas sem inteligência. «

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Reconstrua seus Paradigmas

Paradigma é um modelo ou padrão estabelecido. Pessoalmente temos os nossos próprios paradigmas, ou porque fazemos determinada tarefa da mesma maneira, ou porque sempre entramos em certos tipos de relacionamentos, ou ainda porque sempre nos damos limites rígidos para nossa capacidade. Enfim, encaro que tudo que se tornou um padrão em nossa vida seja um paradigma.

Fala-se em quebrar paradigmas para inovar, mas existem os paradigmas benéficos.

Como disse Mário de Andrade “ninguém pode se libertar duma só vez das teorias-avós que bebeu durante toda uma vida”.

Por isso, falo de reconstruir paradigmas, o que serve tanto para paradigmas pessoais como corporativos, o tom escolhido aqui é pessoal, porque a reconstrução de paradigmas começa e termina nas pessoas.


A vida é feita de escolhasO meu irmão tem um dom incrível, você discute ferozmente com ele ou ele com você, e 15 minutos depois ele está falando com você como se nada tivesse acontecido. E o engraçado é que ele faz isso com tanta liberdade e naturalidade que você deixa de lado o ocorrido.

Ele sabe perdoar. Ele perdoa a si próprio e ao outro. Perdoar não quer dizer esquecer nem se prostrar diante do outro, mas colocar o ocorrido de lado e recomeçar do ponto anterior, ou do mesmo ponto de forma mais leve, dando chance a si próprio e ao outro de recomeçar. Afinal de contas ele já colocou tudo o que pensava para fora. Meu irmão não se reprime quando coloca para fora o que o incomoda: fala alto, gesticula, diz tudo o que tem a dizer e sai repisando, depois volta calmo e sorridente.

Um sorriso realmente desarma. Quantos relacionamentos teriam dado certo se as pessoas tivessem esse dom!



Se você já leu “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Sant-Exupéry, vai se lembrar que ele conta um episódio sobre os baobás, árvores do tamanho de igrejas.

Na verdade é uma metáfora que nos ensina a cuidar dos nossos sentimentos, procurando por medos, preguiças e rancores que como os baobás quando são pequenos são fáceis de serem arrancados, mas quando crescem tornam-se árvores enormes que em um coração tão pequeno quanto o nosso (nosso planeta!) podem sufocá-lo e matá-lo.

Essa higiene interior é tão importante quanto a pessoal que fazemos diariamente (escovar dentes, tomar banho, pentear os cabelos, etc.), e nesse caso podemos chamá-la de perdão.

Por incrível que lhe pareça, é muito mais fácil perdoarmos os outros do que a nós mesmos. O que os outros nos fazem é evidente, mas o que nós mesmos nos fazemos não.

Saiba que neste momento de sua vida, você pode estar sabotando seus próprios sonhos. Quantas vezes você pensou em desistir? Quantas vezes você disse que não era capaz?

Aposto que quando desistiu ou se sentiu incapaz, tratou logo de achar um culpado, e achou um pobre coitado que só deu o empurrão final para você cair. Mas tudo começou com você, você deu oportunidade para que tudo isso acontecesse. Não fez sua higiene corretamente, esqueceu o lado de dentro, e isso é muito pior do que se esquecer de lavar as orelhas.

As primeiras descobertas mais importantes do homem – o fogo e a roda – jamais teriam acontecido se o homem primitivo tivesse um cérebro tão evoluído quanto o nosso. Ele não tinha um senão a acrescentar, tinha apenas que sobreviver.

Ainda temos que sobreviver e talvez em condições terríveis, porque estamos destruindo nosso planeta, simplesmente porque não nos sentimos responsáveis por ele.

Por que vou utilizar o transporte publico se ele vive cheio de pessoas? Quando o governo colocar mais transportes eu uso.

Bom, existe a lei da oferta e da procura, meu caro, use e cobre. É você quem ajuda a eleger os governantes. E não lamente por entrar em relacionamentos frustrados, pois você tem medo de gente, por isso prefere andar sozinho no seu carro. Poderia optar por uma carona solidária, e quem sabe transformar aquele colega de trabalho em um amigo.

Reflita se não é hora de reconstruir seus paradigmas. Reserve um tempo e reconheça quais são seus paradigmas, pense sobre eles, recicle-os, reconstrua-os. Comece aos poucos, pois reconhecendo quem você é de verdade, pode se perdoar.

Verá que tudo ficará mais simples, mais evidente, cuide do seu pequeno planeta (coração), logo estará cuidando de todo o planeta, e terá sucesso nas suas relações de trabalho e afetivas.