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domingo, 27 de setembro de 2009

Trabalho colaborativo

Uma das grandes tendências é o trabalho colaborativo que estabelece bases para a inovação e amplifica o conhecimento organizacional, entretanto não há como ter uma equipe com esses aspectos sem repensar a liderança.

O líder de uma equipe colaborativa deve:
  • Apoiar-se nas pessoas, suas capacitações e habilidades, ao invés de se apoiar em regras, normas e procedimentos.
  • Considerar sua rotina o reinicio de novas oportunidades, ao invés de uma batalha constante a ser vencida.
  • Distinguir suas ações pela competência, ao invés de distingui-las dos subordinados, onde cada um tendo seu papel.
  • Debater e pesquisar, ao invés de comunicar o suficiente para manter as coisas funcionando.
  • Ver, acompanhar e controlar o que é mais importante, ao invés de tudo.
  • Ter uma cultura ampla, visando entender e criar alternativas, ao invés de uma cultura especifica de uma tarefa.
  • Delegar como fazer, ao invés do que fazer.
  • Ser motivado pelo desafio da auto-realização, ao invés de pelo poder e dinheiro.
  • Considerar o trabalho como um processo de enriquecimento cultural, ao invés de uma troca econômica.
  • Ter uma visão ampla e generalista, ao invés de especialista.

Cada passo da sua empresa representa um desafio diferente.

Tudo isso é mais simples do que pensamos, uma vez que colaborar tem o significado de ajudar, acrescentar algo novo, trabalhar junto com objetivos comuns. Grande parte das empresas vem chamando seus funcionários de colaboradores, mas poucas entendem o real significado disso, e mantêm velhos modelos de liderança para novos conceitos de trabalho. «

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Equipes produtivas conversam

As melhores equipes com que trabalhei apresentavam sinergia, conquistada puramente pelo diálogo.

Uma das equipes que liderei sofria uma pressão por resultados, interna e externa, muito elevada, e eu abria um espaço de 30 minutos na nossa agenda, no final do dia, para conversarmos sobre nossos desafios. O grau de descontração era tão grande que outras pessoas de outras áreas passaram a aderir ao nosso momento de descontração.

Acho que muita gente já passou por isso, tenta contar como foi sua rotina de trabalho em casa, e ela parece tão desinteressante ou enfadonha para quem está ouvindo que você fica frustrado, sentindo que seu trabalho é o mais chato do mundo, quando muitas vezes não é. Entretanto, algo fica entalado na garganta.

Era exatamente por isso que esses momentos de descontração eram tão bem-vindos e pessoas de outras áreas vinham participar deles.

Muitos líderes não vêem essa técnica com bons olhos, preferem equipes mudas que não se comunicam. Por falar nisso, eu tenho uma novidade para o líder que pensa assim, se notar que sua equipe não se comunica, saiba que está praticamente sentado em um barril de pólvora, e você mesmo é quem acende o pavio.

Seus colaboradores precisam conversar.
A comunicação da sua equipe faz com que ela tenha sinergia, renove suas forças para o trabalho que precisa ser realizado. Falar sobre assuntos diversos e assuntos do trabalho, deflagra a criatividade, mas como tudo na vida existe uma linha tênue entre a comunicação positiva e a negativa.

Use sempre o bom senso para notar e incentivar a comunicação positiva.

É a comunicação positiva que ajudará sua equipe a se entrosar de maneira profunda, de modo a construir algo em grupo, em vez de competir por brilho individual. «

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Abre-se um novo parágrafo para a economia global

Você já parou para pensar no que a crise econômica realmente representa? Ou que uma criança de 11 anos esteja mais bem preparada do que você para o que vem a seguir?

Transcrevo uma tradução de um manifesto de Don Tapscott, que trabalha com o aspecto colaborativo da internet, sobretudo dos wikis, que ele classifica como wikinomia.

O manifesto intitula-se “Re-industrializar o planeta”.

“Se alguém pensa que sairemos dessa recessão e voltaremos ao negócio como era antes, está profundamente enganado.

Temos um novo meio de comunicação humana, a internet tornou-se a web 2.0. Ela não é mais apenas uma plataforma de apresentação de conteúdo, ela é uma plataforma computacional global e isso cria uma infra-estrutura global para colaboração. Nós começamos a ver mudanças profundas em toda a instituição na sociedade, ela começa a mudar a estrutura profunda na arquitetura do governo, de nossas instituições de ensino, discutivelmente todas as nossas instituições têm alcançado o fim de seu ciclo de vida.

E a recessão atual não é apenas uma crise econômica, ela é um ponto final na história da humanidade e nós olharemos para trás, décadas a partir de agora, para ver que isso era o ponto onde nós dissemos que precisávamos restaurar essa economia industrial, que finalmente abandonou a gasolina.

Nós estamos nos movendo para um novo paradigma inteiro e quando chegamos a algo como a um paradigma de mudança, chegamos também a uma crise de liderança, porque essas coisas causam deslocação e confusão.

Existe uma nova geração emergindo e eles são aqueles que estão herdando esse grande desafio de crescimento digital, sendo banhados em bits, dando forma aos nativos digitais. E os nativos digitais pensam de forma diferente.

Isso cria uma situação onde as crianças são uma autoridade em algo realmente importante. A criança de onze anos na mesa do café da manhã é uma autoridade na revolução digital que está mudando negócios, comércios, governos, aprendizado, todas as instituições na sociedade, então esse é um momento de profunda mudança.

Ruptura de valores: as crianças são autoridades na revolução digital.

Temos 40 anos para re-industrializar o planeta. Todas as empresas, todas as organizações precisam fazer isso. Nós precisamos encontrar oportunidades para inovar e transformar nossos modelos de negócio para relevância e sucesso.” «

terça-feira, 30 de junho de 2009

Como liderar mudanças

Quando um cavalo é muito apegado ao estábulo, quando seu cavaleiro o leva para qualquer outro lugar, segue cada vez mais devagar, entretanto quando é conduzido na direção do estábulo, dificilmente se contém o seu galope.

Assim como o cavalo acostumado com a segurança do estábulo, os seus colaboradores estão acostumados com as rotinas, pois eles conhecem tão bem as técnicas, as ferramentas e os procedimentos envolvidos, que muitas tarefas eles poderiam desempenhar de olhos fechados. E quando algo precisa ser mudado nessas tarefas, eles seguem devagar como o cavalo que teme se distanciar da segurança do estábulo.

Entenda que não estou comparando as atitudes dos seus colaboradores com as dos cavalos, apenas demonstrando que é um comportamento natural de qualquer ser: resistir às mudanças, mesmo quando elas são visivelmente positivas. Portanto, não devem ser impostas e se deve respeitar o período de adaptação.

Assim como as velas de um barco são manobradas em ângulos diferentes, para avançar contra o vento, o líder em uma mudança deve utilizar todos os eventos e direções a fim de fazer com que as mudanças se concretizem.

A força de um líder está no ajuste das velas para velejar na melhor direção.
Quanto mais ele conhece sua equipe, mais fácil serão conduzidas as mudanças.

A verdadeira natureza de uma mudança é como a dos lençóis freáticos que viajam subterrâneos através de uma longa distancia, antes de brotarem à superfície.

Portanto, tenha em mente que nenhuma mudança tem sucesso sem que o período de adaptação seja previsto. «

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mente Colaborativa

Você confiaria em um completo estranho que você nunca viu nem vai ver para ser seu sócio?

O desafio é Colaborar!Pois esse é o sucesso por trás dos códigos abertos, são códigos construídos pela colaboração de pessoas de várias nacionalidades, credos e culturas, unidas pelo desafio de construir algo novo, que são distribuídos para downloads gratuitos por qualquer usuário da internet. Os seus desenvolvedores trabalham espalhados pelo mundo pelo simples prazer de contribuir e trocar experiências, por meio de bate-papos. Enquanto você paquerava, eles trabalhavam, eu já o tinha alertado que é a internet é boa ou ruim, depende do uso que você faz dela. O lado bom desses códigos é que eles são consertados facilmente, não existe apenas um desenvolvedor pensando na solução mas vários, e um complementa a idéia do outro. Eles pensam “fora da caixa”.

Por incrível que pareça esses times colaborativos suplantaram equipes muito bem paga de empresas do setor de TI.

Como esse time que não é remunerado, não se vê, não tem horário de trabalho definido muito menos chefe, consegue melhores resultados do que empresas que investem em capacitação, além de contratarem os melhores especialistas e os remunerarem muito bem?

Eles têm uma mente colaborativa, que sabe ceder parte do controle, compartilha responsabilidades, tem transparência, gerencia conflitos e aceita que projetos bem-sucedidos tenham vida própria.

Antes de iniciar na área de TI, eu fui Auxiliar Administrativo em uma grande empresa do setor de Previdência Privada.
Assisti à transferência de um excelente gerente da área de planos individuais para planos grupais. Apesar de obter um aumento salarial, pediu demissão após 3 meses. Poucos entenderam seus motivos, mas ele se queixava sobre como tinha elevado a área anterior, onde tudo funcionava e era organizado, enquanto a nova área era uma confusão total.
Enfim, perdeu muito tempo “chorando” pelo projeto anterior e não se dedicou ao novo. Na verdade, nem se permitiu conhecê-lo. Ele tinha todas as qualidades para tornar a nova área até mesmo melhor do que a anterior, mas continuou apegado a algo que tinha construído e por isso perdeu o dom de construir.
Desperdiçou uma oportunidade valiosa, quando podia colaborar com o crescimento da nova área, mas não tinha uma mente colaborativa.


Voltando aos times colaborativos que desenvolvem códigos abertos, sabe-se que nenhuma empresa tem condições de competir com eles. É fato que ninguém consegue suplantar quem faz algo por pura paixão. É incrível como a liberdade libera a criatividade. Por não estar preso a padrões e limites, pode-se criar qualquer coisa que a mente imaginar. Não existe um censor para dizer que algo é inviável ou impossível.

Na década de 1990, empresas como: Microsoft, IBM, Oracle, Netscape e Sun, tentavam construir servidores de web comerciais. Foi quando a IBM percebeu que gastava milhões de dólares e não tinha um resultado tão bom quanto o Apache, foi quando resolveu usá-lo em seus produtos. Mas o fez de forma sustentável, contribuindo para seu processo. Deixou de lado o servidor no qual seus engenheiros vinham trabalhando sem sucesso. Foi criada uma fundação (Apache Software Foundation) sem fins lucrativos, e a IBM designou seus melhores engenheiros para que contribuíssem da mesma forma que os demais envolvidos no projeto do código aberto (mesmo espírito, mesma remuneração – de graça), cumprindo assim todas as exigências dos desenvolvedores.


Como podemos observar nesse episódio a IBM tornou em aliado o que poderia ser uma ameaça, e com certeza levou várias lições para a casa sobre colaboração.