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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Princípio da tomada de decisões

Quando você se depara com um problema, você reage ou responde?

Posso dizer que a maioria reage. Mas com certeza não é o que solucionará o problema.

A reação vem do que você tem na memória, das suas experiências passadas, do que você conhece. É por essa razão que repetimos as reações de nossos pais, mesmo sem concordar com elas. Você se pega dizendo aos seus filhos as mesmas palavras que o magoaram no passado.

A sua reação será sempre previsível, e não causa mudanças como você poderia desejar.

Já a resposta muda, ela é diferente para cada situação. Isso ocorre porque você olha para a situação de forma lúcida, consciente e com serenidade suficiente para encontrar a melhor solução.

Jan-Ken-Po (Pedra-Papel-Tesoura) Você ainda toma decisões dessa forma?
A palavra reação, por si só aponta que você está repetindo uma ação, por conta do prefixo re- que tem o sentido de repetição. Enquanto a resposta o leva a uma ação nova. E o melhor de uma resposta é que ela se ajusta a situação.

Da próxima vez que você se deparar com um problema, sugiro que busque uma resposta ao invés de reagir simplesmente. É dessa maneira que líderes competentes tomam decisões acertadas.  «

quarta-feira, 15 de abril de 2009

TI: um aliado estratégico

A área de TI (Tecnologia da Informação) nas empresas faz parte do estratégico, se não faz sua empresa está desperdiçando recursos.


Vou citar o exemplo positivo dos bancos, a TI não é a atividade fim com que eles atuam, mas sem a TI os bancos não poderiam promover todas as inovações a que assistimos nos últimos anos.

Nem sempre o banco que inova é aquele que faz propaganda disso, mesmo porque grande parte da inovação bancária destina-se a segurança, nem seria inteligente criar novos meios de segurança e divulgá-los imediatamente à mídia.

Inovações tecnológicas fazem parte da estratégia dos bancos embora grande parte dela destine-se a segurança por motivos óbvios, nós clientes jamais confiaríamos nosso dinheiro a um banco que não cuida dele. As outras inovações são para nos proporcionar comodidade e praticidade no dia-a-dia, cliente feliz não muda de banco.


Agora vou citar um exemplo negativo, recentemente uma pessoa que trabalha em uma empresa de gestão de benefícios, questionou-me sobre os riscos de um sistema BI (Business Intelligence).

Fiquei intrigada com a pergunta e quis saber mais sobre o assunto e descobri que nessa empresa a área de TI não é questionada e tem poder absoluto. E, por isso, convenceu a Diretoria dos benefícios do sistema BI, que realmente são inúmeros e poderiam ajudar a empresa se estivesse alinhado à estratégia dela.

O que não aconteceu nesse caso. O sistema foi simplesmente instalado, não houve migração dos dados que a empresa já tinha, nem mesmo um estudo prévio sobre os riscos.

Sabe-se que nessa empresa existe várias base de dados não catalogadas desenvolvidas em MS-Access ®, que ainda são utilizadas sem qualquer conexão com o BI. O mais grave, se alguma delas desaparecer causará danos permanentes aos clientes dessa empresa.



Eu entendo que TI não é um assunto que um executivo de outro ramo de atuação deva conhecer profundamente, mas ele deve sempre questionar as ações da TI.

Um forte indício de que sua área de TI não está ajudando é quando você ouve muitos “nãos”.
Isso não pode. Aquilo não dá. Não é possível.


O que seria da TI se ela não provesse soluções? É papel da área de TI prover soluções de software e hardware.

Mas não é toda solução que deve ser acatada pelo executivo, existem questões a serem avaliadas:
  • A solução está de acordo com a estratégia da empresa?
  • Existe um plano para a solução ser implementada? 
  • O plano prevê prazos, riscos, recursos e custos?
  • Todos os benefícios e riscos da solução foram entendidos?

Minha sugestão: acompanhe de perto o plano de implementação da solução, e sempre que necessário peça a TI que traduza o que está acontecendo de forma que possa entender.  «